O FOLE RONCOU NO ALTO DA SERRA!!!
O movimento mangue beat continua forte, mesmo após a mídia tentar sepultá-lo, juntamente com um de seus fundadores.
O mês de fevereiro é o divisor de águas para a maioria dos brasileiros. Mesmo porque há uma cultura institucionalizada em nosso país, de que o Brasil só começa a funcionar após o carnaval.
Um assunto não menos importante a ser lembrado, e que coincide com a data para o primeiro dia de carnaval deste ano, é a morte do Francisco de Assis França, o Chico Science, um dos fundadores do movimento mangue beat na periferia de Recife.
O mangue beat, chamado inicialmente de “mangue bit”, algo como partícula do mangue, era não somente relacionado á musica local.
Essa alcunha abrangia todas as manifestações ocorridas nessa região na época, como as leituras de poesia, exibição de produções audiovisuais, e a simples reunião de amigos para repensar o “mangue”, o que poderia ser feito dentro de um ecossistema tão rico em sua diversidade. Uma espécie de CEP 2000, que funcionava no Rio de Janeiro, onde nasceram ícones como Fausto Fawcett, Lobão e Cazé Peçanha da MTV.
Mas voltando a Recife, Chico Science, recebeu esse apelido do tio de um dos seus amigos pelo fato de ter uma visão diferenciada e ser extremamente fanático por ficção científica.
Não podemos esquecer o que Chico deixou de herança para música brasileira naquele momento, já que o “rock oitentista” estava em coma induzido. Nesse período surge o selo Banguela Records, de dois remanescentes da banda Titãs, Sérgio Britto e Branco Mello.
Foram lançadas bandas como Raimundos, Little Quail, Kleiderman (dos próprios donos do selo), Maskavo Roots, Projeto Alface e Mundo Livre S/A (a única do movimento mangue beat). Surgia então, no início da década de noventa, a cara do novo rock nacional, ou sua nova forma de fazê-lo.
A gravadora Sony também precisava lançar, ou abraçar, seus personagens do novo rock. Assim, surge o selo “alternativo” da Sony, “Chaos", que distribuiu e produziu Skank, Planet Hemp e Chico Science e Nação Zumbi. Acabava de uma vez por todas o marasmo da cena musical brasileira.
Diversos músicos da cena passada, ou fizeram “apadrinhamentos” ou “participações especiais” nos álbuns desses músicos, especialmente os da cena do mangue. E me diga se essa fórmula falhou alguma vez na história da música. Chico Science na época virou uma espécie de “moça mais bonita do baile”. Sim, aquela que todo mundo quer dançar com ela ou aparecer ao seu lado.
O “frontman” da Nação Zumbi,
gravou dois discos em parceria com a banda: Da lama ao caos e Afrociberdelia. O segundo foi o mais experimental, com participações como Gilberto Gil, Marcelo D2 e um dos mentores da cena, Fred Zero Quatro.
Mas Chico Science, abandonou a cena do mangue dia 02 de fevereiro de 1997, em decorrência de um acidente de carro.
O cinto de segurança de um automóvel da Fiat rompeu-se, e levou embora um dos criadores da nova cena musical de Recife, que perdura até os dias de hoje. Há pessoas, que dizem que a causa da morte já havia sido anunciada em uma de suas músicas... “eu vi, eu vi, a minha boneca vodu!!! Subindo e descendo no espaço na hora da coroação!!!”. Isso se dava pelo fato de misturar o maracatu religioso, nascido dentro do candomblé, com outras influências musicais. Mas o movimento continua forte e Chico Science é e sempre será lembrado quando o fole roncar no alto da serra. Xila relê, dró milindró!!!







A EQUIPE BRASILEIRA ATÉ QUE SURPREENDEU MUITA GENTE, MAS VOCÊ NÃO ACHA QUE A BANDIDAGEM ESTÁ MUITO QUIETA? TENHO DUAS HIPÓTESES PLAUSÍVEIS, UMA É A DE QUE A IMPRENSA ESTÁ QUIETA DEMAIS, PREOCUPADA COM O ÍNDICE DE ME DALHAS. A OUTRA É A DE QUE, ASSIM COMO O ESTADO DE SÃO PAULO, QUE FEZ DIVERSOS ACORDOS COM O FAMOSO PCC, NASCIDO AQUI DO LADO DE CASA, O GOVERNO CARIOCA TAMBÉM FEZ UM ACORDO COM AS LIDERANÇAS DO TRÁFICO NOS MORROS CARIOCA. E DÁ PRA IR ALÉM, SERÁ QUE A VERBA “ARRECADADA” PARA ESSE PAN, OS “TRAFICA” NÃO ESTAVAM NA FOLHA DE PAGAMENTO!!! NA PRÓXIMA A GENTE CONTINUA.








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